Blefaroplastia não cirúrgica: você conhece esse procedimento?

A  pálpebra é parte do rosto onde, inicialmente, notamos o processo de envelhecimento, principalmente aquele provocado pelos raios solares (fotoenvelhecimento), com o surgimento de excesso de pele (dermatocalase) e de rugas perioculares, os famosos “pés de galinha”.

Essas mudanças provocam nas pessoas um ar de cansaço, fadiga, olhos pequenos e tristes, além do surgimento de rugas na fronte, numa tentativa de aumentar a abertura dos olhos. Após anos da prática da cirurgia de blefaroplastia (remoção do excesso de pele das pálpebras) no mercado, as pesquisas trouxeram um novo procedimento estético -Jettplasma Lifting Medical- uma tecnologia de origem européia (República Tcheca) que promove a realização da blefaroplastia não cirúrgica.

A técnica, segura e eficaz, é realizada através de um equipamento específico. O aparelho funciona de forma simples: ao aplicar o plasma sobre a pele, ele alcança 01 mm de profundidade (derme papilar), provocando um processo inflamatório local, ativando os fibroblastos (produtores de colágeno ácido hialurônico) e ocasionando uma retração cutânea média de 40%. Como resultado, há uma melhora da flacidez, atenuação de rugas (efeito de preenchedor), clareamento da pele e fechamento de poros, todos considerados sinais  de envelhecimento. Os efeitos do procedimento perduram até um ano e seis meses após a realização.

Após a avaliação do paciente, é possível perceber o diferencial no resultado, fazendo com que os médicos escolham essa técnica como a primeira opção em casos de blefaroplastia. E quais são as principais vantagens dessa escolha?

  1. Como procedimento não cirúrgico, não há necessidade de solicitar exames pré-operatórios, reduzIndo o tempo entre a indicação e a realização do procedimento;
  2. O paciente retorna mais rápido às suas atividades diárias – não há cortes, pontos, risco de deiscência e de hemorragias;
  3. É possível tratar melhor a pálpebra inferior, reduzindo as complicações da cirurgia, as pigmentações (olheiras) e as rugas laterais (“pés de galinhas”); 
  4. Com a aplicação do plasma nas pálpebras, provoca-se uma neocolagenose (produção de colágeno), reduzindo a flacidez, rugas, manchas e ocasionando um rejuvenescimento periocular exceptional.

O novo procedimento estético traz uma série de vantagens, além de não conter restrições e indicações, no entanto, para a medicina, não há procedimentos isentos de risco. Quais seriam as limitações?

  1. Paciente que tem um fototipo alto, major que fototipo IV de Ftizpatrick, é indicado com restrições;
  2. Em raros pacientes, pode ocorrer o surgimento de hiperpigmentação pós inflamatória temporária, desaparecendo por volta do sexto mês, no entanto, com o uso de clareadores, é possível reduzir esse tempo;
  3. Edema malar (região das bochechas) desaparecendo até 30 dias após o  procedimento;
  4. Contraindicado em pacientes com epilepsia, marca-passo e portadores de metal na área da aplicação.

 

  1. GEORGE LUIZ SOARES DE OLIVEIRA

CRM/PB 4641 – RQE 2249

Oftalmologia

CURRÍCULO

  • Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Catarata e Refrativa.

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